Culinária pastel com sabor de infância

post por Carol Poli

Culinária pastel com sabor de infância

Culinária, Cozinha Literária

Tem uns livros que caem como uma luva em certos momentos, né? Foi assim comigo e “Nu, de Botas” do Antonio Prata. Estava eu lá meio jururu, passando por uma situação familiar dessas que parecem um harumaki de stress enrolado em nervosismo com recheio de peloamordedeus, quando lindo e despretensioso esse livro chegou na minha casa e me ajudou a respirar mais leve.

Crônicas parecem fáceis de escrever, mas são daqueles textos capciosos, onde você tem que ter a mão na medida certa, e, vou te contar, que esse tal de Prata tem, e tem para dar e vender. Não teve um só capítulo desse livro que não fosse cheio de humor e inteligência. Eu, sentada no banco do hospital rindo parecia impossível, mas foi exatamente o que aconteceu porque quem ler essas páginas e não se lembrar da sua infância é de outro planeta. É sempre bom ser criança de novo um pouquinho, especialmente em alguns momentos.

Cada texto de Prata aborda um episódio de sua infância: como eram as viagens de carro para a casa dos avós, as competições por popularidade de pré-escolar, aquela inabilidade total de lidar com o primeiro crush correspondido, a completa falta de tato que só existe quando você ainda não tem nenhuma maldade e muito mais. Dou um prêmio para quem ler “Mau menino” com cara séria até o final. Enfim, “Nu, de Botas” é um desses livros que eu vou levar comigo e que vou ser a chata falando: “você já leu esse? Você tem que ler!” para pessoas que não me conhecem na rua. Ou na internet.

É claro que a receita do Nu, de Botas tinha que ter aquele quê de nostalgia, né? Eu, conversando com meu marido sobre o livro, contei para ele alguns episódios da minha infância, inclusive como quando eu era pequena eu chegava da escola, jogava minha mochila em cima do banco da cozinha e prontamente me sentava na bancada e tagarelava sem parar enquanto a Cidoca preparava o almoço. Eu amava quando tinha pastel! Primeiro porque pastel é uma delícia e segundo porque eu adorava que a Cida deixava eu fechar alguns deles com a pontinha do garfo e eu achava aquilo o máximo dos máximos. Então vocês já sabem, a receita de hoje tem esse gostinho de memória. E quem nunca apertou massa de pastel com a pontinha do garfo vai descobrir os simples prazeres da vida (porque eu, até hoje, acho o máximo)! Anote a receita do pastel de banana da Cidoca (rende de 4 a 5 pastéis):

post-antonioprata-02

Você vai precisar de:

2 bananas nanicas
150g de mussarela
1/2 colher de sopa de açúcar mascavo
1/2 colher de chá de canela em pó
8 folhas de massa para pastel
óleo de girassol

Como fazer:

Corte as banana em rodelas e as fatias de queijo na metade e faça rolinhos de queijo com banana que caibam no meio da massa do pastel sem encostar nas bordas. Em uma tigela, misture o açúcar e a canela. Não precisa ser muito, é só para polvilhar por cima depois e dar aquele gostinho de sobremesa. Divida o recheio nas massas de pastel e feche com um garfo. Frite em óleo quente e escorra em papel sobre papel toalha. Polvilhe com a mistura de açúcar e canela e sirva quentinho.

Feliz Dia do Livro! 😉

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