DIÁRIOS CULTURAIS: AZUL COM HISTÓRIA PARA CONTAR

Quem já teve a oportunidade de observar de perto a textura do lápus-lázuli sabe. Sua beleza vem do fato de sua cor não ser uniforme. Em cada pedra, a Natureza ensaia tons de azul com leves toques de branco. Aqui e acolá, um pigmentozinho dourado. Um espetáculo que nunca se repete.

 

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Quem já teve a oportunidade de observar de perto a textura do lápus-lázuli sabe. Sua beleza vem do fato de sua cor não ser uniforme. Em cada pedra, a Natureza ensaia tons de azul com leves toques de branco. Aqui e acolá, um pigmentozinho dourado. Um espetáculo que nunca se repete.

 

The Last Supper Restored, Leonardo Da Vinic

Dos 13 retratados, 6 têm roupas de pigmento azul. Luxo só!

Como o cotidiano anda corrido, muitas vezes a gente muitas nem repara, mas vários looks da Coleção 4 Cantos trazem tons de azul que remetem às pedras de lápis-lázuli.

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Vestido, regata, macacão, tênis: uma festa de azuis

Hoje, o azul é obtido de várias outras fontes, mas continua um tom clássico. Passa na loja e dá uma olhada. E se você decidir levar para casa uma dessas peças azuis, ou presentear alguém com elas, vai poder contar uma bela história sobre essa cor tão fascinante. Não é à toa que a coleção atual se chama “4 Cantos”. Cada detalhe rende uma bela viagem.

Diego Rebouças é roteirista, autor do livro “Travessia” e escreve aos sábados no “Factoides”, do site da Folha de São Paulo

 

 

 

 

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DICA CULTURAL: 100 ANOS DE TOMIE OHTAKE NO MAR

Tomie Ohtake, apesar de viver e trabalhar em São Paulo há anos, é japonesa de Kyoto onde nasceu no dia 21 de novembro de 1913.  Às vésperas de comemorar  um século de vida, inaugura amanhã no MAR (Museu de Arte do Rio) “Pinturas Cegas”,  exposição com 24 obras realizadas pela artista com os olhos vendados entre os anos 1959 e 1962.

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Paulo Herkenhoff. curador da mostra,  explica:  “negado o olhar na etapa da execução, as pinturas cegas inutilizam a claridade e os dispositivos sensoriais”. (blog Heloisa Tolipan)

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 Com um currículo invejável com mais de 200 exposições entre o Brasil e o exterior e 20 bienais internacionais de arte (seis Bienais de São Paulo), é sem dúvida uma das trajetórias mais importantes da arte brasileira. Vale a pena conferir.

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MAR – Museu de Arte do Rio: Praça Mauá, 5 – Centro, Rio de Janeiro

Terça a domingo, das 10h às 17h

 

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DIÁRIOS CULTURAIS: OUÇO CORES!

Imagine nascer com um tipo de daltonismo que não te permite perceber cor nenhuma? Passar a vida inteira enxergando o mundo em preto, branco e variações de cinza? Foi o que aconteceu com Neil Harbisson, que nasceu com essa doença, chamada de “acromatopsia”.

Ainda bem que ele é uma pessoa “fora da casinha”. Se juntou com alguns cientistas e pesquisadores e começou um projeto para dar um jeito no problema. Eles criaram um olho eletrônico que transformou Neil o primeiro ser humano reconhecido como ciborgue. Seu olho reconhece as cores e traduz cada uma delas em som. E vice-versa.

O primeiro resultado é que Neil ouve as cores. Isso dá a ele uma perspectiva totalmente diferente do mundo. Visitar um supermercado é quase como ir a uma boate, com todos aqueles produtos cheios de tons berrantes concorrendo. Já quando vai a um velório, Neil escolhe roupas com notas mais graves. Os agudos vibrantes ficam as festas e dias alegres. Seus são a prova:

 

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Neil Harbisson

Mas como o tal olho eletrônico também traduz sons em cores, Neil se transformou em um artista audiovisual provocativo. Por exemplo: ele traduziu em quadros dois discursos famosos – um de Martin Luther King e outro de Hitler:

 

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Olhando só pelas cores, você sabe dizer qual é qual? Você acharia algum deles ruim? Provavelmente não, as cores de ambos são bastante sedutoras. Assim como Hitler e Luther King foram capazes de seduzir multidões – um para o bem, o outro para o mal.

O mais importante é que a vida e a obra de Neil Harbisson nos lembram que ética e estética estão intimamente relacionadas. Assista a palestra de Neil no TED. Veja alguns quadros dele. Conheça um pouco mais da sua arte. Abra a sua mente. Ouça a música das cores que você costuma vestir e das que estão ao seu redor.

 

Diego Rebouças é roteirista, autor do livro “Travessia” e escreve aos sábados no “Factoides”, do site da Folha de São Paulo

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MIL TRILHAS: ESQUENTA, BOILER ROOM!

Hoje falaremos sobre uma nova movimentação da música eletrônica: o fenomenal Boiler Room.  

 

Quando ouvi falar nisso, achei que fosse no mínimo um clube em algum lugar do mundo. Pesquisei e encontrei resultados aqui e alí: “Boiler Room Portugal”, “Boiler Room London”, “Paris”, “Berlim”… etc. Pra mim, isso reforçou a ideia de que realmente era um clube com filiais em diversos lugares. Fiz conexão então com site, página no Facebook, tudo. Após procurar um pouco mais, percebi que estava errada.

 

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Basicamente fiz uma de minhas descobertas do ano: um site que transmite em tempo real a apresentação de grandes artistas da cena dance/eletrônica, melhor impossível! Aliás, pra ficar melhor, dá sim. O ângulo das câmeras é estratégico para os espectadores mais fanáticos por técnica e precisão. O que é um luxo é a agenda, desde os DJs convidados, até os lugares escolhidos para os shows que são transmitidos em streaming todas as terças-feiras por volta das 18hrs (horário de Brasília). As festas são fechadas, estas sim levam o nome de “Boiler Room Parties”, e a lista de convidados é sempre pequena e concorridíssima. 

 

Segue aqui pra vocês alguns dos convidados mais conhecidos entre os brasileiros:

 

Maya Jane Coles 

Bushwacka 

Laurent Garnier 

Frankie Knuckles versus Robert Owens 

Trentemøller 

Jamie Jones 

 

Dê o play e faça o esquenta do seu sábado!

 

Beijos,

Mary.

 

 

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ZAZÁ EM CASA: BANANA CARAMELADA COM FAROFA DE PAÇOCA

Hoje é dia de receita!!

Ir para a cozinha, preparar a casa, receber amigos… Pequenos prazeres que deixam o nosso fim de semana com um gostinho todo especial.Hoje, a gente mostra pro vocês uma receitinha super fácil pra quem quer fazer feliz e impressionar. E ainda por cima com pouco esforço, como você pode ver.

Banana Caramelada com Farofa de Paçoca

Rendimento 2 porções | Tempo de preparo 5 min

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Ingredientes:

- 2 bananas-pratas;

- 1 colher(sopa) de açúcar;

- 1 colher(café) de canela em pó;

- 1 paçoca de amendoim;

- 1 colher(chá) de manteiga.

 

Modo de fazer:

1.  Corte as bananas ao meio e cubra com açúcar e canela.

2.  Aqueça a frigideira, acrescente a manteiga e adicione as bananas.

3.  Não mexa até as bananas ficarem douradas; retire do fogo.

4. Sirva com a paçoca esfarelada por cima.

 

Aproveite!!

Beijo, Zazá

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AS ESCULTURAS DE ARAME DE SEUNG MO PARK

Seung Mo Park, coreano e meticuloso. Detalhista como apenas um oriental consegue ser dado o rigor característico de sua cultura. Não é a primeira vez que choca o mundo com sua arte realista, apesar de absurda ao mesmo tempo. Isso porque retrata seres humanos com perfeição usando apenas arames. Sim, arames. O primeiro estouro veio em forma de fios de alumínio selados, que entrelaçados compunham retratos e corpos como se fossem em tela.

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Desta vez, passou de todos os limites criando esculturas perfeitas feitas com o mesmo material. O trabalho é tão perfeito que parece um bloco gigante de alumínio moldado. Impressionante.

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Quem quiser conferir mais do trabalho do artista é só clicar aqui.

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DIÁRIOS CULTURAIS: BRINQUEDOS PARA A CRIANÇADA FAZER

O ano é 1992. No meio do Oceano Pacífico, um navio cargueiro é apanhado por uma violenta tempestade. As ondas são tão altas e fortes que conseguem arremessar dois contêineres no mar. Dentro deles, 28.800 brinquedos infantis. Ou seja: de uma hora para outra, milhares de patinhos, tartaruguinhas e outros bichinhos coloridinhos de borracha boiam em alto-mar.

 

Toy ducks at sea Fonte: site do The Guardian

Seria fofo se não fosse trágico. As cores dos brinquedos chamaram a atenção de golfinhos, baleias e tartarugas, que começaram a morrer engasgados. E como o oceano está cheio de correntes marítimas, lá se foram os patos parar em praias do Pacífico, Atlântico e até do Ártico, colocando em risco os mamíferos e aves dessas regiões. A saga rendeu até livro, “Moby Duck”, lançado ano passado. A lição que fica: tudo o que cai no mar e na natureza pode ter efeitos imprevisíveis.

Para ajudar a criançada a formar essa visão, que tal chamá-los para fazer brinquedos ecológicos com os materiais que estão aí, dentro da sua casa? Dá para fazer flauta de canudo, joaninha de caixa de ovos, carrinhos de corrida com rolos de papel higiênico + tampinha de garrafa PET. Pode se tornar um momento mágico.

 

flauta

Flauta de canudo #fofa

Primeiro, porque elas começam a perceber que podem intervir no mundo à sua volta, que os objetos podem ser reutilizados. Segundo, porque você ainda pode falar sobre a importância de brinquedos ecologicamente corretos para o meio ambiente enquanto ajuda os pequenos a criar seus brinquedos. Porque até o mais desejado game de hoje vira lixo amanhã. Enquanto as crianças estimulam a imaginação fazendo brinquedos personalizadíssimos, percebem que tudo tem um valor e requer responsabilidade. Inclusive aquilo que descartamos na natureza.

 

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Maravilhosos esses carrinhos

As sugestões de brinquedos estão no site “Vida Sustentável”. E se você quiser saber sobre a saga dos patos de borracha em alto mar, tem essa reportagem da BBC e o livro “Moby Duck” na Amazon.

 

Diego Rebouças é roteirista, autor do livro “Travessia” e escreve aos sábados no “Factoides”, do site da Folha de São Paulo

 

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ZAZÁ EM CASA: DICA PARA APROVEITAR ESSE TEMPO INDECISO

Esse começo de novembro pode nos surpreender com um restinho de inverno e ficar mais friozinho ou então abrir aquele solão… e se planejamos uma viagem no final de semana ficamos na eternal dúvida se subimos a montanha ou nos jogamos no balneário mais próximo.

Então, com profundo desapego, divido com vocês um segredo meu para esses momentos: a Pousada Barra do Bié. Ela fica em Cunha, perto de Parati, mas na montanha. A pousada fica em uma área de preservação ambiental, em meio a rios, montanhas e trechos de Mata Atlântica. Um verdadeiro oásis para quem busca descanso e tranquilidade e onde é possível ver sagüis e porcos-espinhos passeando livremente entre araucárias, castanheiras e carvalhos.  Os donos Ana Rosa e Ciro Calfat fizeram da pousada um projeto de vida e são eles que nos recebem de forma afetuosa.

Piscina 1

Além de bom gosto e conforto com piscina climatizada, sauna e várias outras coisas que até podemos encontrar em outras pousadas de charme, o que me chamou a atenção foi luxos singulares de quem entende que estamos ali para descansar – então o delicioso café da manhã é servido até 2 da tarde. Isso mesmo! Dá para dormir tudo o que durante a semana não conseguimos, sem medo de perder aquele café da manhã de sonho.

 Restaurante noite

Aliás quem cozinha é a própria Ana Rosa, que além de caprichar no café da manhã, prepara delícias como estrogonofe de pinhão, lombo de porco com farofa de castanhas, picanha ao vinho e risoto de shiitake. E cá entre nós, para eu babar assim em cardápios alheios, é porque Ana Rosa A-R-R-A-S-A!!

Rio 2

O outro luxo é o rio com uma praia natural. Como disse no começo dessa conversa, se fizer frio a gente corre pra lareira e pra sauna ou até para a piscina de água quente, mas se porventura  abrir um sol deslumbrante, dá pra aproveitar lindamente aquela água geladinha e se espreguiçar ali na praia de água doce  ou no redário ao lado.

E pra quem não quiser só sombra e água fresca, pode-se encarar trilhas e banho nas cachoeiras do Parque Estadual da Serra do Mar. Só peço para que esse segredo fique entre nós, pois do contrário vai ficar difícil arrumar vaga no próximo final de semana. ;-)

 

Beijo,

 

Zazá

Zazá Piereck é sócia do restaurante Zazá Bistrô e dos bufês Zazá em Casa e Zazá para Filhotes. É mãe de Francisco e Flora e é casada com Cello há 19 anos.

 

 

 

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MIL TRILHAS: INNOCENTS – O NOVO ÁLBUM DE MOBY

Olá a todos :)

Hoje passo por aqui pra contar pra vocês o quanto estou feliz com o lançamento do novo álbum de ninguém menos que ele, Moby! “Innocents”, com 12 faixas do gênero “electronic/ambient/alternative”, foi lançado em julho deste ano e teve parcerias inéditas em 7 faixas. Ideal pra acordar em casa, colocar durante um jantar, ou pra dormir relaxada em uma viagem de avião.

Quem não se apaixonou pelo trabalho do cantor, músico, fotógrafo e DJ quando ouviu, dentre outras, “Porcelain” em 2000?  Eu sim! Pois bem. Por todo esse tempo, Moby tem trabalhado duro e estado no topo das principais paradas do mundo. “Innocents” é seu 11o disco, ajudando a contabilizar 20.000.000 de cópias vendidas e 3 mil apresentações. Sucesso absoluto.

 moby

O chato é que ele não fará tour para o novo lançamento e diz que o prazer dele está em seu estúdio e em sua casa, e que este, hoje, é seu verdadeiro trabalho. Triste, mas entendo :-(

À nível de curiosidade (eu não sabia antes de pesquisar pra cá), seu nome vem diretamente do título do filme “Moby Dick”, escrito pelo Herman Melville, que foi seu parente. Outro ponto importante: ele é vegetariano e forte defensor dos direitos animais <3 Moby vive hoje em NYC (cidade onde nasceu), mais precisamente em Little Italy, e mais precisamente ainda, é vizinho de David Bowie.

Voltando sobre “Innocents”… na minha opinião, os highlights foram “Don’t Love Me” (com Inyang Bassey) e “A Long Time”. Se quiser comprar, é só clicar aqui.

 

Beijos,

Mary.

 

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ARTE, DESIGN E AFINS: ESTUDIO BAREN

O Estúdio Baren é uma raridade do Rio. Uma das poucas gráficas no Brasil que ainda segue o modelo antigo de impressão. O estúdio que realiza edições e assessoria em obra gráfica para artistas, galerias e instituições, abriu suas portas no Rio de Janeiro em 2011, em colaboração com artistas provenientes de diferentes áreas.

O diferencial desta gráfica é o uso de prensa calcográfica manual, ao invés das tradicionais impressoras automáticas que vemos por aí. O estúdio realiza projetos nas técnicas tradicionais e contemporâneas de gravura: xilogravura, gravura em metal, litografias em pranchas de alumínio, fotogravura em prancha de cobre e fotopolimero, xilografia japonesa (ukiyo-e) e Monotipias, além de projetos com tipos móveis e corte-vinco.

Um trabalho lindo que vale ver de perto. 

 

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fotogravura

gravura em metal

gravura em metal

monotipia

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xilogravura

xilogravura

Estúdio Baren
Rua Dona Cecília 24, Rio Comprido
Rio de Janeiro, Brasil

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