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Em busca de um lanche rápido, com baixas calorias e pouca gordura?

A última moda em receitas light é a crepioca, uma omelete bem fácil, feita com goma de tapioca (aquela farinha fina hidratada que já vem pronta!) que fica parecendo um crepe. Uma delícia prática, versátil e super saudável – tem como não querer experimentar?

Para acompanhar, fiz um refogado esperto de shitake, rico em proteínas. A quantidade rende apenas uma crepioca, que é ótima pra ser servida como um almoço leve se acompanhada de uma salada caprichada. Anota só a receita:

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Lar. Essa sensação de voltar pro lugar ao qual você pertence, provocada por uma cidade, um aroma, uma pessoa, uma canção…

O problema com quem sempre está em busca do “pouso perfeito” são os diversos lares que construímos e deixamos pra trás, pela estrada, pela vida. Lugares aos quais nos entregamos com toda a alma e que hoje já não existem mais. Às vezes, a lembrança de um deles bate à porta, de surpresa, e você é transportado no tempo e se pergunta “pra onde foi?”.

Pedaços de mim que ficaram de lembrança – se é que alguém guardou – e pedaços que eu também entrego, aos poucos, pra quem eu quero que me guarde hoje e para sempre, amanhã.

Lar é também o vazio que dá quando ainda não estou lá. Como se tivesse à caminho, mas sem chegar. A sensação se parece como uma lembrança de infância, como algo que vivi num sonho. E eu sei que é meu. Eu sei que é.

E eu sigo e construo a montanha, pedra sobre pedra, pra saltar. De cabeça em direção ao meu pouso perfeito, como sempre, sem medo, sem medo… até chegar. Lar.

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Essa moça com sorriso contagiante é a Si, também conhecida como Simone Mozzilli publicitária e sócia da Bubbledot, agência de criação e produção digital.

Simone se recuperou de um câncer agressivo do qual tinha apenas 20% de cura.
Mas segundo ela, o maior perigo na vida não é o câncer – é não ser feliz.

Voluntária em instituições que ajudam crianças com câncer há anos, é também fundadora do Instituto Beaba (Because we Care), que tem a missão incrível de educar e dar suporte a pequenos pacientes e suas famílias, informando de maneira clara, objetiva e positiva sobre a doença e o tratamento.

A maneira otimista e consciente com que ela lida com o câncer é uma inspiração e tanto. Um grande exemplo de que embora o câncer seja um forte adversário a ser combatido, essa luta pode sim ser vencida – e deve ser encarada com muito otimismo e informação. Esse é o caminho para a cura.

Aproveitando o momento do Outubro Rosa, campanha mundial de incentivo à prevenção do câncer de mama, batemos um papo com ela para trazer mais inspiração e informação sobre o assunto. Vem ler:

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Quando você recebeu o seu diagnóstico, já era voluntária em uma organização de combate e apoio a crianças com câncer. Como foi quando você também foi diagnosticada?

Vamos lá: eu comecei voluntariando em vários locais e causas. Em 2008, se não me engano, fui a uma ação de voluntariado na Casa Ninho, casa de apoio para crianças com câncer. Me encantei e comecei a ir sozinha alegrar os pequenos. Depois comecei a ir ao Hospital A.C. Camargo. Daí co-fundei o Instituto ALGUEM, ONG que trazia crianças da Região Norte para se tratar em São Paulo.

Paralelo a isso, descobri um cisto no ovário em 2009, que passei a acompanhar de perto. Em 2011, resolvi que tiraria o cisto porque eles achavam que era um teratoma e se fosse poderia causar problemas mais tarde. Resolvi operar no A.C. Camargo mesmo com todos os médicos falando que não precisaria ser lá porque a chance de câncer era muito pequena, em torno de 5%. Entrei para uma cirurgia rápida e deveria acordar na área de recuperação, mas acordei na UTI, 10 horas depois.

Tinha tubos em todos os lugares. Olhei pra minha barriga e tinha um enorme curativo. Em torno de 30cm. Chamei a enfermeira e perguntei: “câncer?” Ela respondeu que sim. Foi assim que descobri. Sozinha, em um leito da UTI, fragilizada… pedi para ela chamar meus pais, ela disse que não poderia por conta do horário. Então pedi que ela segurasse minha mão até eu dormir.

Depois disso acordei no quarto. O estadiamento (estágio do câncer) era 3c, com metástases e gânglios comprometidos. Fui ao Doutor Google e lá vi que a chance de cura variava de 17% a 30%. Eu que convivia com crianças com chances de 50% que não sobreviviam, estava achando 17% muito pouco. Depois da cirurgia vieram as quimioterapias. Ao total foram 8 meses de tratamento. Cheguei a pesar 44kg com 1,74cm de altura.

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Agora você caminha rumo à cura definitiva (ainda bem!). Mas diz-se que a cura do câncer se dá após 5 anos sem a manifestação da doença. Como tem sido o seu tratamento até então?

Hoje em dia, já faz 2 anos e meio que estou em remissão da doença, não me incomoda tanto, mas óbvio que cada vez que perco um amigo, o medo vem. E este ano já foram 16 queridos para o céu. (…) Meus exames continuam sendo trimestrais. Normalmente depois de 2 anos eles viram semestrais, mas acho que os médicos me amam e me querem por perto, hehe! São muitas especialidades, então tenho um cardápio bem variado de exames: oncologia clínica, ginecologia, ortopedia, endocrinologia, mastologia, psquiatria, gastroenterologia e genética.

Cada vez que você perde um amigo, um pedacinho vai junto, certo? Mas com certeza isso te motiva a continuar e fazer crescer esse trabalho tão inspirador…

É muito punk para todo mundo. E adulto amigo é difícil, por que podia ser eu, né? Mas indepentemente da idade, é sempre difícil. Estou representando o Beaba num Congresso no Canadá – o International Society of Paediatric Oncology – e ontem em uma sala com 100 pessoas só tinha minha mãe e outra com os filhos vivos…

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E como nasceu o Beaba?

A necessidade de informação foi o motivo da criação do Beaba. Durante o tratamento fui vendo a dificuldade que as pessoas tem em falar sobre o câncer. Muitos amigos falavam coisas desagradáveis e sem noção. Tipo: “eu sei o que é isso, minha tia morreu de câncer de ovário”.

A medida que eu ia melhorando e finalizando o tratamento comecei a contar para os pequenos pacientes. Ria das nossas cicatrizes, brincava com catéter e tudo que era ruim. Até que alguns médicos começaram a me pedir: “Si, chegou um paciente novo, vai lá conversar com ele?”.

E assim, juntamos uma turminha de crianças incríveis e seus pais. Passamos meses discutindo e anotando nossas ideias. Convidamos os médicos e meus amigos publicitários, aí surgiu o projeto.

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Você ia feliz da vida, né? Como tem sido essa experiência?

Eu ia feliz, mas saia muitas vezes apavorada. No começo ainda estava bem assustada com a possibilidade de recidiva. A chance de recidiva no meu caso é de 80%. Não vou dizer que tudo bem, porque todo santo dia eu acordo pensando em tudo de melhor que posso fazer porque não sei até quando posso estar saudável. Não sou pessimista e quero ganhar o carimbo da cura, de 5 anos sem manifestação da doença –  mas quem já teve tem medo.

Para as pessoas que querem ser voluntárias ou ajudar de alguma forma, mas não sabem nem por onde começar, quais os primeiros passos que você recomenda?

Depende muito da área que a pessoa quer voluntariar. Se for na área da saúde, o melhor é procurar as instituições e se candidatar a voluntário. A maioria tem cadastro e algumas até processo seletivo. Eu comecei indo a creches, asilos e casas de apoio. Como eu não tinha horário fixo disponível para o trabalho voluntário, participava de festas e eventos. Acho que o primeiro passo é ir atrás mesmo. Oportunidade sempre tem.

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Como o Beaba defende, informação ainda é a melhor maneira de salvar vidas. Seja ela usada para fazer diagnósticos em estágios iniciais da doença, seja para aliviar sintomas ou medos de quem enfrenta o câncer – em qualquer idade. Inspirador mesmo é ver pessoas como a Simone transformando a dor em ajuda ao próximo. Batemos muitas palmas para ela e para todos que enfrentam ou já enfrentaram a doença.

Informe-se, saiba mais sobre o Instituto Beaba aqui e cuide-se! ;)

(créditos das fotos: Camila Svenson)

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Conheci Leos Carax, em pleno Festival do Rio de 2012 – tinha ido conferir seu então novo filme, Holy Motors, lançado depois de um longo hiato fora de circuito.

Da geração brilhante de cineastas Luc Besson (de “O Quinto Elemento” e “O Profissional”) e Michel Gondry (“Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”), Leos Carax segue a saga do questionamento, tradicional no cinema francês. Leos provoca um estranhamento por imprimir em temas recorrentes, um tom próprio, um olhar totalmente pessoal, de sua realidade interna e pouco comum.

Não é a toa que esses aspectos nos trazem a memória expressiva da nouvelle vague na história do cinema francês. Leos Carax, ex-crítico do Cahier du Cinema, é altamente inspirado por Godard, um dos grandes mestres do cinema, na sua maneira de explorar a linguagem do cinema.

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Para quem se interessou por sua filmografia, Carax (ou Alexandre Oscar Dupont) ganhou aos 24 anos o Prêmio da juventude em Cannes por seu filme de estreia “Boy meets Girl” (“Rapaz encontra Garota”) em 1984. O filme o catapultou ao status de revelação do cinema francês, e também marca o primeiro contato do diretor com o ator Denis Lavant, que viria então a se tornar seu “muso inspirador”.

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“Poesia: é como estar cantando”. Assim é a definição de Mary Luz, com seus 9 lindos e nada inocentes anos de idade. Durante as aulas de espanhol, o professor Javier Naranjo, lá de Rionegro na Colômbia, reuniu centenas de explicações de seus alunos para coisas, palavras, pessoas e sentimentos e transformou toda essa sabedoria e infantil em um livro imperdível, que é um verdadeiro dicionário criativo.

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O resultado está nas páginas de “Casa das Estrelas, o universo contato pelas crianças”. O dicionário tem definições desde A de adulto (“Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si”, segundo Andrés Felipe Bedoya, de 8 anos), até V de violência (“A parte ruim da paz”, na definição de Sara Martínez, de 7 anos).

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Tudo começou quando o autor teve a ideia de pedir aos alunos uma definição do que era uma criança, em uma comemoração do dia das crianças.  Uma das definições era adorável: “uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo”.

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Um livro que não é livro. É tesouro. E tesouro que vem de criança a gente guarda com muito carinho, afinal de contas, não é poesia, mas soa como doce música aos nossos ouvidos. Também vale pelas ilustrações incríveis de Lara Sabatier.

Para rir, chorar, espernear, e no fim de tudo, se encantar! :)

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