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Não é só o sotaque carioca ou os dois beijinhos para se cumprimentar que tornam o Rio de Janeiro um lugar tão único. É aqui que tá todo mundo junto e misturado, onde o mar namora as montanhas, os infinitos laranjas colorem os céus do pôr-do-sol e o chinelo é bem-vindo em qualquer ocasião…

Para comemorar e homenagear os 450 anos desta cidade tão querida, que tal curtir um dia do nosso jeito? Vem ver o roteiro de um dia deliciosamente carioca:

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Para começar bem a manhã, nada como acordar com calma, se alongar, ouvir um sambinha para despertar e ir para a rua… A gente adora esse ritual matinal seguido de um brunch reforçado no Cafecito, recanto charmoso e rústico ali do lado do Largo dos Guimarães, em Santa Teresa.

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Ficar imersa às belezas naturais do Rio não é nem um pouco difícil — e o que não falta é opção. Na hora de relaxar, curtirmos a companhia de uma amiga inseparável ou um bom livro em meio ao verde do Parque Lage.

Se o dia for de muito sol, uma escolha clássica: caprichar no protetor solar, dar uma caminhada na orla ou correr para as areias do Leblon e se esbaldar com o clichê (incansável) mate + Biscoito Globo! Tudo isso com uma das vistas mais bonitas do mundo como pano de fundo…

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Para honrar o dia de descanso – é domingo e feriado! – nada como tirar um cochilo e se entregar à preguiça. Para terminar o dia, não tem erro: juntar as amigas e atualizar o papo se refrescando com os drinks e as delícias do Zazá Bistrô.

Curtiu as dicas? Vem com a gente! :)

 

 

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Morei no Rio por pouco tempo, mas foram seis meses que mudaram minha vida: todos os estereótipos cariocas que me foram anunciados falharam. O carioca espertalhão, que adora levar (e contar) vantagem. O carioca preguiçoso, que não quer saber de trabalhar. O carioca vaidoso, que tem no culto ao corpo uma religião. O carioca assim e assado, que… rrrronc!

Que preguiça de resumir as pessoas de uma cidade tão complexa e interessante, com tantos contrastes por onde quer que se vá. Que pretensão tentar resumi-las como se fossem um exército de um homem só (ou três, vá lá).

Presumir que se conhece alguém antes de se conhecer — através de lendas urbanas, de velhos preconceitos. Qual é o ganho?

Já o convívio desarmado pode nos surpreender tanto.

Quando me mudei para o Rio, fui comprar plantas para o meu novo apartamento. Parei em um destes quiosques de rua, pequenas floriculturas e canteiros no meio da cidade que já é tão verde. Escolhi uma Primavera (que no Rio é chamada de Bouganville, a diferença de vocabulário que outras vezes voltou a me encontrar).

Na hora de pagar, onde estava a minha carteira? Na outra bolsa, que ficou em casa. Claro que os cariocas, desconfiados como são, que adoram levar vantagem, não iriam oferecer que eu levasse a planta e passasse para acertar depois. Claro que não ouviria: “Não tem problema. Você disse que mora aqui perto, não é? Pode levar as plantas e trazer pra gente depois.”

Mas eu ouvi.
Minha primeira relação fora do trabalho e das amizades que tenho no Rio foi esta. Uma relação de confiança.

Ainda assim, permaneci receosa: pouca coisa funcionava na cidade antes das 10h da manhã. No começo, eu, que havia aprendido a medir tudo pela eficiência paulistana, estranhei bastante. Mas de nada adiantava a minha urgência.

Os cariocas, claro, preguiçosos como são, não queriam saber de trabalho duro. Eles estavam mais ocupados nas praias, caminhando, jogando bola com os amigos ou dando um mergulho de manhã. Ocupados tomando cafés nas lanchonetes, andando de bicicleta ou correndo em volta da Lagoa.

Aquele lazer soava como um insulto — como assim no meio da cidade? Como assim no meio da semana? Teria eu encontrado dois estereótipos de uma só vez: o carioca que não gosta de trabalhar e o carioca vaidoso eram uma pessoa só, que preferia se exercitar na praia do que fazer a economia girar?

Curiosamente, a economia ia bem, obrigada. Mesmo que no final da tarde, também fosse praticamente impossível entrar em contato com qualquer empresa. Poucos emails e telefonemas eram respondidos depois das 17h.

Mas onde essas pessoas estavam? Nos bares, nos cursos, nos restaurantes. E na praia novamente, por que não? Estavam em casa preparando o jantar, jogando vôlei ou basquete, fazendo a unha no salão. Andando de skate, tomando sorvete, chopp ou água de coco, cruzando com um senhor de mais de 70 anos e sunga preta em pleno centro da cidade.

Não demorei para entender que boa parte dos estereótipos que criamos dos cariocas é por que não os compreendemos. Estamos tão próximos: menos de 1h de avião, menos de 450 km de carro — e mesmo assim um abismo nos separa.

De lá para cá, os preconceitos são trocados: carioca trabalha para viver. Paulista vive para trabalhar. Paulista não sabe se divertir. Gabam-se de ser o centro econômico do país e de virar noites em claro, gabam-se da tristeza e da solidão, como se as olheiras e o cansaço fossem marcas de sucesso.

Nunca vi graça nesse embate e me sentia entre dois amores — cidades tão diferentes, problemáticas e encantadoras. Tendo eu nascido em uma cidadezinha em Minas Gerais, essa rivalidade fazia ainda menos sentido.

Mudei para São Paulo aos 17 anos quando passei no vestibular. Mudei para o Rio aos 30 quando tive uma oportunidade de emprego que me pareceu valer a aventura. Voltei para São Paulo pouco tempo depois — mas nunca mais fui a mesma. Depois dessa vivência, posso dizer que minha cidade ideal não é nenhuma nem outra. Seria, talvez, um pouco de cada. Escrevo isso e quase me arrependo pelo clichê. Quantas pessoas já disseram o mesmo, com palavras bem mais bonitas?

Não importa. Que seja clichê. Eu não sou mesmo uma pessoa muito original. :)

Mas adoraria que as pessoas apressadas da Berrini, em São Paulo, pudessem andar pelas ruas olhando para cima, com macacos cruzando entre os postes. Exatamente como acontecia na Avenida Marquês de São Vicente, onde eu morava e trabalha no Rio. Que no fim daquela rua no Itaim estivesse uma pedra da Floresta da Tijuca. E que senhor de sunga preta, tão saudável e bronzeado nos seus 70 anos, pegasse o trem na Vila Olímpia apenas um pouco mais vestido, em meio aos homens engravatados.

Eu nunca seria carioca — ir de biquini ao supermercado para mim é licença poética de férias, em praias esquecidas. Mas tampouco seria paulistana, orgulhosa das empresas em arranha céus e das pessoas adentrando noites em suas janelas.

Eu sou mineira e gosto dessa posição de neutralidade. Eu me misturo o quanto posso, mas permaneço sendo muito mais uma observadora do que uma personagem do Rio ou de São Paulo. Não importa que eu tenha aqui ou ali um endereço fixo, com Primaveras ou Bouganvilles na varanda. Sou estrangeira em ambas.

Do Rio, no entanto, trouxe comigo um aprendizado que só se fortaleceu: a certeza de que esta culpa capitalista não me cabe. Os passeios, a natureza, os hobbies, o simples não fazer nada. É assim que quero viver. É assim que consigo não apenas ser mais feliz na minha vida pessoal, como na profissional. Nunca sou tão produtiva como quando vivo bem. Com mais referências, com mais inspiração, espaço e fôlego.

Viver bem, isso sim, é o que faz a boa economia girar.

Estou aqui hoje remando contra a maré de carros, tentando fazer o mesmo nesta cidade hostil, cinza e também maravilhosa, que acabei escolhendo como minha casa.

ilustração por Thiago Thomé | Liquidpig

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Se tem uma mania que a gente adora por aqui é deslizar o dedo pelo Instagram e se encantar com cliques lindos e criativos do Rio!

Que o Rio é uma das cidades mais fotogênicas do mundo, ninguém pode negar… tem uma orla infinita, pores do sol de arrancar suspiros e esculturas naturais incríveis como o Bondinho do Pão de Açúcar… sem falar no Cristo Redentor, sétima maravilha do mundo sempre de braços abertos olhando pela gente!

Então, nada melhor do que o aniversário da cidade para seguir quem vive postando imagens inspiradoras:

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On the road seeking for poetry” (“na estrada à procura de poesia”), a descrição do perfil de Ticiana Porto (@ticianaporto), já dá o tom: ela está sempre tecendo uma espécie de poesia visual a cada clique. Ela é um fenômeno na rede social e até lançou um livro com este tema, o “Ventura”.

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Já falamos da Juliana Rocha (@rochajuliana) e seu adorável projeto Copacabana Sentimental por aqui. As fotos, verdadeiras declarações de amor ao bairro, têm legendas que dão um tom de humor a cada dia pela Princesinha do Mar.

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Outro perfil deslumbrante é o da fotógrafa Gabriela Lemos (@babilemos), que consegue captar carioquices como ninguém!

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Quem também manda muito bem é o publicitário Ricardo Medina (@rickymedina_gf), que começou fazendo sucesso entre os estrangeiros. Com cliques fascinantes de sol e mar, ele é especializado em sunsets e silhuetas.

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Anna Leti Cohen (@annaleticohen) é dessas que capricha nos filtros, realçando as várias cores do Rio. Um post mais poético e lindo que o outro…

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Além da publicação bilíngue criada pra quem curte ver e viver o lifestyle do Rio de Janeiro, o The Beach (@thebeachbrasil) também traz um pouquinho dessa inspiração em fotos de tirar o fôlego!

Não esquece de seguir a gente por lá também: é @cantao — e fica de olho na hashtag #viverbemporai! :)

Pra dar follow já!

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Mais um fim de semana com astral lá em cima!

Para começar bem, amanhã a boa é curtir um sonzinho na 5ª edição do Happenings, que ocupa a Casa França-Brasil com performances, sonoridades experimentais, instalações e duas expôs imperdíveis – dos artistas O Grivo e Cadu.

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Entre as performances, tem show dos amigos da DEDO, de Wladimir Gasper, Felipe Vilasanchez, Siri (foto acima) e Dudu Tsuda. Também rola um debate seguido do lançamento do livro que documenta as edições de 2010 a 2013 do projeto. Dá um confere na programação completa!

Vai lá: de 27/02 a 01/03, na Rua Visconde de Itaboraí, 78

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Ah! Neste domingo é aniversário de 450 anos do Rio! O Bondinho do Pão de Açúcar, preparou uma programação especial: durante todo o dia do aniversário, os moradores da cidade terão 30% de desconto na compra de ingressos (é só apresentar comprovante de residência e uma identidade original do titular).

Entre as atrações, tem uma super palestra e workshop com a fotógrafa francesa Emanuelle Bernard, ou seja, não dá para perder nenhum detalhe!

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O EAV, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, também traz o querido Domingo no Parque com atividades gratuitas, poesia, música, performances, espetáculos teatrais, entre outras atividades para a gente curtir.

E já anota na agenda: dia 14/03, a partir das 16h, rola a 2ª edição do Parque Live, evento que vai reunir música boa, gente bacana e ainda levantar fundos para o parque. Além do line-up com DJs incríveis (Godi Osegueda, Saulo Laudares, Bruno Queiroz, Nuvem e Manie Dansante, Wladimir Gasper e Nepal), tem as delícias refrescantes do Le Sorbet e as comidinhas da Tapí e Brauni. Corre pra saber mais aqui.

É tanta coisa bacana rolando no aniversário do Rio que fica difícil escolher o que fazer… confira o calendário imperdível aqui e aproveite! ;)

 

créditos das fotos do Parque Lage: Captei!

 

 

 

 

 

 

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Navegar é preciso, mas cozinhar não mais. Uma das delícias dos dias de hoje é cozinhar porque gostamos, não mais porque precisamos. E assim como ajustar as velas de um barco para seguir a direção desejada, também usamos os temperos como um rumo que desejamos seguir nas receitas. Eu, por exemplo, sempre dobro a quantidade de gengibre que vem recomendada em qualquer receita porque adoro seu sabor picante e adocicado…

Mas já que a nova coleção Navegar propõe nos levar para além dos mares, que tal viajarmos pelas especiarias da culinária indiana? Vamos em busca do tradicional e delicioso curry de frango orgânico com vegetais, um dos pratos mais pedidos do Zazá Bistrô!

A receita rende 4 porções e é ideal para um jantar com as amigas!

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